quarta-feira, 1 de junho de 2011

À minha estrela mais brilhante

Dizem que a morte não é tudo, é só uma passagem pra um lugar que cada um tenta imaginar a seu modo, e imaginando esse lugar é onde eu encontro forças para suportar a saudade que sinto de minha avó. Não me lembro dela com pesar, com tristeza, lembro da falta que me faz entrar em casa e ver ela na cozinha fazendo o almoço, de pegar na bunda dela, de brincar, de deitar na cama e bagunçar o lençol e ouvi-la falar, falar e falar, me mandando arrumar a bagunça que fiz.
Minha vó tem um carisma especial, um jeito que só ela tem de fazer as coisas, de conquistar e cativar as pessoas. Era nas fofocas na mesa da cozinha, enquanto ela sentada fazia a minha farofa de carne de panela com pimenta que só ela sabe fazer, que eu aprendi as mais importantes lições que eu nunca aprendi nesses anos de faculdade. Eram lições de vida, amostras reais de uma vida sofrida, resignada, mas feliz, que me ensinam a cada dia o verdadeiro significado de estar aqui nesse mundo.
Sei que onde ela se encontra agora é muito melhor que aqui, mas a saudade continua afinal nós somos humanos e não fomos preparados para a perda, principalmente das pessoas que amamos. Sei que lá, os amigos estão embevecidos com o seu jeito, o seu olhar e a sua luz. A mim, resta aguardar o encontro, e enquanto ele não chega vou tentando viver da maneira que aprendi com ela, tentando perdoar a mim mesmo antes de perdoar o outro, amando sem exigir retorno, rindo das bobagens e agradecendo cada dia a oportunidade de ser sempre seu neto. Eu te amo minha vó!

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