sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Me ame!

Nem tudo na vida é um mar de rosas, assim como no amor nem sempre é um jardim florido ou uma história de novelas que no fim tudo acaba bem às vezes até para os vilões. Amar requer renúncia, dizer não a seus desejos em prol da felicidade da relação. Mas e quando a renúncia é unilateral? Como faz? Onde fica o amor próprio? No fundo da gaveta perto das meias furadas que não se usa mais? E se não der certo? E se não for pra sempre como foi prometido? Frustro o meu desejo e depois carrego a amargura de estar vivendo o que queriam de mim e não o que eu sou e o que quero de verdade?
Morra! Se f*&da, se exploda! Me aceite do jeito que sou p@#rra! Aceite os meus defeitos, meus desejos nem sempre politicamente corretos, me ame assim. Me entregue uma carta de solicitação de mudança pra quem sabe eu assinar, mas não me venha com joguetes subterrâneos de tão baixos. Na intersecção dos conjuntos o que temos de semelhante é tão pouco. Não vou viver a vida que você quer de mim, nem quero que viva algo que idealizo ser o ideal. Mas te amo, e isso por si só me desconstrói. Que ódio de mim! Que vontade de você!
- Tô lascado, né? 
- Não, você tá apaixonado!



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