sexta-feira, 15 de junho de 2012

Todos os amores são iguais



Resolvi dar uma segunda chance a mim, embora confesse que o dia dos namorados, o dia de Santo Antônio e o inverno colaboraram para essa decisão brusca. Estar sozinha não é das coisas que mais gosto, eu nasci pra ter alguém do meu lado dizendo que me ama nas horas mais improváveis, até mesmo quando estou usando o banheiro, alguém pra sair comigo e que não me abandone bêbada na cama como as minhas amigas fazem, mas que me leve pra casa e me deixe aninhar em seus braços.
Pois é, mas quando acho que encontrei alguém nesses moldes levo um balde de água fria na cabeça. Beijei um cara na balada no fim de semana. Passei meu telefone, MSN, RG, CPF e estava quase pedindo pra ele casar comigo de tão perfeito que ele me pareceu. Porém, só pareceu. Com contabilizados 5 beijos (eu acho!) e algumas longas conversas pela internet ele já se achou no direito de dar palpites sobre as pessoas que conheço, as festas que vou, chateou-se com algumas brincadeiras que fiz. Deixa-me acordar, porque só posso estar dormindo e tendo um pesadelo. Onde eu disse que a gente tava namorando? (cheguei até a olhar por vezes os históricos das mensagens pra ver se tinha cometido alguma loucura) Onde acho minha assinatura no seu contrato pré-nupcial? Quando tudo é perfeito demais comece a desconfiar. Eu voltei a estaca menos um. Desisto por enquanto. Todos os amores são iguais.


Júlia Siqueira

Um comentário:

  1. Amei a imagem! Você broca nisso, mas o texto é meu! ashuashua

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