domingo, 8 de fevereiro de 2015

I'm a bitch.


“Não existe um ruim sem defeito e nem um bom sem qualidade”. Começo aqui minhas palavras (ordem da minha terapeuta) com esse dito popular, a partir de conclusões experimentadas na pele. Conheci um cara ontem na balada via Tinder, aquele maravilhoso mecanismo que diminuiu nossas erradas investidas e os foras olho no olho que tanto nos atormentavam a alma. Sim caro amigo papel, a vida é movida por três palavras ultimamente: homens (ou mulheres), álcool e trabalho, logo eu me encontrava atrás de um homem, pois estava bêbada, após viver mais um dia de merda no trabalho, no qual resolvi esquecer recorrendo ao álcool. 
Agruras a parte, o fulano em questão, que nem sei o nome, mas conheci outras coisas muito mais interessantes, chegou e o seu perfume entranhou as minhas narinas de forma a mexer comigo sexualmente, claro, ele exalava testosterona e eu uma série de hormônios casados à minha carência e a saudade que a minha genitália sentia de uma festa por ali. Conversamos uma série de coisas banais, alta do dólar, crise internacional do petróleo, pessoas e suas futilidades e blá blá blá, que já me sentia “o amigão”, aquela garota linda que o cara não tem coragem de ficar, nem pra uma caridade. Precisava de minha caridade aquele dia. Ele seria o caridoso. Eu sabia.
Dançamos, bebi mais algumas vodcas, e entre uma dança e outra o beijei. Me vi ali beijando um cara desconhecido até então e já estava com tanta vontade (sim, o beijo era mais que bom) que eu acho que todos ali ao nosso redor deveriam aplaudir. Um sussurro em meio ao som dizia: - Vamos pra um lugar mais calmo! Lugar mais calmo é a senha para vamos transar e eu despudorada fui, transei, perdi a conta das vezes. Aí hoje trançando todos os planos da minha futura vida com o meu namorado novo (casada, dois filhos, um bull terrier e um casal de calopsitas em uma mansão nos Jardins), descubro que ele tinha transado com minha amiga um dia antes e que ele falava pelo o Tinder com uma bruaca do meu trabalho há duas semanas. Merda, merda, merda. Não existe um ruim sem defeito e nem um bom sem qualidade, diz o ditado lá em cima. O ruim é que o sexo bom e o beijo incrível vêm de um cara que mentalmente julgo que não presta, embora não ligue de repetir a dose dos meus 50 tons de cinza. Querido Christian Grey brasileiro, quero de novo, guardei um pouco do seu perfume embaixo de minhas unhas e tenho que devolver. I’m bitch!
 
Júlia Siqueira

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