domingo, 2 de agosto de 2015

Deixe de ser trouxa, por favor?

Quanto tempo levará para que perceba que você é trouxa? Dois meses? Um ano? Uma vida inteira? Ok, my dear sem progressões ( i promise), mas não com mentiras. Pare de dizer eu te amo para o primeiro desconhecido que lhe apresenta todas as formas clichês de amor já batidas pela indústria hollywoodiana, porque a paixão é um drama francês que nunca acaba bem ou quando acaba é mais real que “o felizes para sempre” que nos iludiram desde a infância. Pare de achar que mudará alguém, que é questão de tempo, porque como diz a música temos nosso próprio tempo, mas esse tempo gasto em mudar alguém, que não mudará, é com certeza tempo perdido. Então concentre seus esforços em você, espere, confie, o cara certo não baterá na sua porta, mas pode esbarrar em ti em qualquer lugar esdrúxulo e logo em um momento em que você estará com cara de capivara atropelada, mas mesmo assim ele quererá conhecer-te. E ele não será um príncipe encantado num cavalo, nem o malhadão da academia, nem o cara que lhe recitará Vinicius na segunda conversa. Ele vai te beijar, transar com você de maneira enlouquecida, falar piadas ridículas de português e te fará sorrir, apenas.  Sim, ele vai ser de verdade em uma multidão de mentiras, mas é preciso que você deixe de ser uma adolescente retardada à espera de um marido de comercial de margarina. As pessoas são fodidas, neuróticas, malucas e isso é o melhor de tudo nelas. Deixe de ser trouxa, por favor. Não leve tanto tempo para ver que o mundo, mesmo sendo essa merda, pode ainda ser uma merda interessante.


Júlia Siqueira

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