terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

Que Deus perdoe quem não gosta de Carnaval


Pego um ônibus lotado para me deslocar por 15 a 16 horas da cidade onde moro para Salvador. É o meu quinto ano consecutivo de folia na capital baiana e eu sei que não me sentirei nem um só momento desapontado. Chego. Começo a ver flashs sobre o Carnaval na Tv. Salvador para nessa época é uma outra cidade. Chega à noite, o metrô cheio, fantasias diferentes passam por mim, diabinhas e anjos andam juntos no mesmo espaço, sinto a energia de quem quer apenas pular atrás de um trio elétrico. Chego. De longe o farol brilha onipresente. As ruas lotadas. Luís Caldas, o pai do axé, se aproxima com seus sucessos, até chamar a atenção dos foliões para a música que iria começar a tocar: “Ah, imagina só que loucura essa mistura, alegria, alegria é um estado que chamamos Bahia” (arrepio). Sim, cheguei oficialmente no melhor Carnaval do mundo. Essa música diz que a Bahia não é apenas um estado da federação e sim um estado de espírito. E eu queria que todo ano esquecêssemos dos nossos problemas reais e nos déssemos esse luxo de fazer do ano inteiro, fevereiro, Carnaval. Viver uma fantasia eterna de que somos um povo feliz em meio ao caos e ao sofrimento. Mas tem gente que não gosta dessa época. Que Deus perdoe essas poucas pessoas ruins. 



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