Geração mimimi
Mi.mi.mi. Este talvez seja o verbete
brasileiro do século XXI, afinal está presente em grande parte dos diálogos
contemporâneos, mesmo pouco se sabendo sobre sua origem. Mimimi, para muitos,
seria aquela preocupação exagerada a respeito de causas, piadas, discursos que
são supostamente inofensivos, mas que acabam ganhando proporções inimagináveis.
Por exemplo, quando faço uma “piada” de cunho racista e alguns negros se ofendem
é que estes não entenderam que aquilo não se passava de uma simples brincadeira
e que não, não havia ali intenção nenhuma de ofensa. Ou ainda quando sou
fechado por um outro no trânsito e digo que só pode ser mulher (mesmo não
sendo), não entendo a razão de algumas mulheres se ofenderem, afinal muitas
delas não sabem mesmo dirigir é só uma análise de uma situação, a minha opinião
sobre.
Pois é, caros amigos, em situações como as
acima e em outras tantas o mimimi é necessário. As gerações atuais pegaram um
mundo tão desgraçadamente destruído em valores, em respeito ao próximo e
compaixão com o outro que buscam, à sua maneira consertá-lo. O mimimi é a
reclamação a respeito do lixo e o uso de canudinhos, ecobags e outras coisas que você talvez possa achar ridículo, é a
briga na internet contra as piadas ofensivas, é a luta contra o machismo, o
patriarcado e a liberdade do corpo das mulheres, são os debates sobre os
direitos dos negros e LGBTs.
Essa galera que é apelidada de “Geração do
mimimi” e, que para alguns são pessoas que se ofendem com tudo e não tem o
mínimo de senso de humor, quer na verdade nos dizer que a mudança de postura da
humanidade é urgente e que o mundo grita. Não são caretas, mas conscientes, nem
tampouco liberais demais, apenas sujeitos que analisam as coisas por diversos vieses
e tentam sobreviver em um lugar tão complicado como nosso planeta. Por isso,
seja bem-vinda geração do mimimi, o mundo é de vocês! Conserte-o. Quer ajuda?
Eu sempre entro nesse tema, acho fundamental, admiro essa geração crítica que tenta desconstruir tantas coisas ruins que o mundo tem, que refletem seu papel no mundo e reconhecem que não tem o direito de julgar e pesar a dor do outro, essa é a geração que tem um trabalho pesado: cobrar do ser humano as suas responsabilidades sociais, ambientais e afetivas. Tava na hora dessa cobrança chegar.
ResponderExcluirPor vezes eu analiso isso como um trabalho exaustivo, é como se nadássemos contra a corrente, mas mesmo árduo é mais do que necessário.
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