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Mostrando postagens de Dezembro, 2014

Caminhos distintos

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Eu não sabia o que era me apaixonar de verdade até o dia em que nossos caminhos se entrelaçaram. Sempre acreditei que amor era algo reservado aos livros de uma época distante da literatura e que atualmente era algo tão démodé quanto clichê. Amar a ponto de dar a vida? Pobre Julieta. Amar a ponto de aceitar uma traição. Pobre Jorge... Basílio e Luísa são mesmo uns vermes – pensava. Foi aí em meio aos meus dramas literários que te encontrei e vi que tudo isso era possível. Meus órgãos, minhas células pareciam criar olhos, ouvidos e outros tantos sentidos novos para poder sentir o calor que vinha de você. Minha alma era de reencontro, como se estivéssemos predestinados desde antes dessa vida a nos encontrarmos nessa. Era tudo tão sincrônico e perfeito que máquina alguma projetada por ser humano algum era capaz de mensurar, quantificar, qualificar o que existia ali. Porém, os finais felizes se reservam para as últimas páginas dos livros e no meio tem sempre algo para separar, atrapalhar, …