sexta-feira, 28 de março de 2014

Sobre mim


Não, eu não sei nada sobre mim, até porque sou fruto de um meio, logo, eu sou manipulado e influenciado por tudo que escuto, vejo e convivo. Fácil? Não! Eu não sei, por exemplo, nada do que eu realmente gosto ou quero, e isso afeta cada dia da minha existência, cada segundo, cada resposta, cada pergunta, cada ação. É como se eu tivesse levado uma pancada na cabeça, e, pelo trauma, estar em um perene estado de inconsciência ou amnésia a ponto de não lembrar nada sobre mim, que me leva a pensar, pensar e pensar... (sim, eu preciso pensar). Pensar nos faz crescer, ir adiante, amadurecer, aprender, mudar e nos definir. Mas será que todas as pessoas se perguntam quem são? E será que são todas que sofrem absurdamente como eu, por não encontrarem uma resposta que as calem ou que seja suficientemente cabível aos seus interesses?
Eu gostaria de não me importar tanto, mas infelizmente (ou felizmente) não saber quem sou me deu a capacidade de pensar demais, e me aborreço com isso, afinal os pensamentos rotineiros me deixam mais incomodado ainda com as pouquíssimas certezas que tenho sobre mim.

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