domingo, 25 de maio de 2014

Coração blindado

Há tempos não sinto aquela sensação insana de perseguir alguém, de querer estar ao lado a todo instante de todas as maneiras possíveis e imagináveis, em não ter aquele asco natural de quando se come muito um doce e não se quer mais vê-lo em sua frente. Esqueci como se come a presença. Regurgitei toda e qualquer vontade de sentir isso novamente. Talvez pelo vazio dos corações alheios e as ausências reais de pessoas presentes, tenho me acostumado melhor com o espaço que sobra na cama e que por vezes é preenchido por mais travesseiros. Sobre o amor... sobre amar... melhor continuar nesse jeito egoísta de estar apenas me amando. 

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