sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Eu

          
          Sim, eu decoro poemas pra te dizer. Eu acordo no meio da noite pra velar seu sono. Eu ouço canções pra lembrar de você. Eu cruzo os nossos signos, nossos mapas astrais, observo supernovas, constelações, cometas, tentando achar uma razão cósmica pra essa ligação. Eu vou em sessões de regressão para encontrar você em um cavalo branco correndo na relva de uma cidade medieval ou como revolucionária contemporânea. Os olhos são os mesmos, olhos de Capitu, de ressaca, que pousa em mim e me destrói pra me construir ao seu modo e do jeito que bem quer.

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