domingo, 24 de abril de 2016

A saudade que eu gosto de ter...

A saudade que eu gosto de ter tem um nome, sobrenome, profissão, olhos curiosos, bobagens na bagagem e um coração que cabe um mundo inteiro. Tem os sonhos mais estapafúrdios, as ideias mais mirabolantes e os beijos mais delicados e amorosos. Tem um gosto artístico ora erudito ora brega, tem um sorriso contagiante e uma alegria que transborda. Contudo possui também, os olhos perdidos, a mente atribulada, a irritação típica de quem nasce sob a regência de Libra. A saudade que eu gosto de ter podia estar em um livro de fábulas infantis, mas tá pichado num muro de uma cidade qualquer ou num verso perdido de Leminski. Poderia ser fantasia, mas é realidade. 

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