quarta-feira, 13 de abril de 2016

Sobre trouxas que não são de roupas...

Engraçado como as palavras da língua portuguesa podem possuir definições diversas. Até pouco tempo, por exemplo, trouxa significava, pelo menos pra mim, um amontoado de roupas, hoje, porém, se modernizou e transformou-se em um adjetivo chamado “trouxiane”. Há alguns dias, me pediram para escrever sobre isso, sobre como é ser trouxa nos relacionamentos. Sim, me pediram um conselho em forma de texto, logo a mim que sempre por vezes tenho os melhores ensinamentos pros outros e as piores ações pra vida. Mas vamos lá.
Fazendo uma análise pessoal (cara, por sinal), com o tempo nós vamos dando conta que passamos a vida inteira querendo ser aceito por alguém. Pais, amigos, professores, colegas de trabalho, ser querido se tornou uma necessidade, um sinal de que você possui adjetivos suficientes para que seja amado pelos outros. E o pior é que a gente passa a vida querendo possuir justamente essas qualidades para agradar outra pessoa, que com o tempo eles se tornam totalmente dispensáveis.
Acho que é nesse ponto que nós começamos a deixar de sermos trouxas, a partir de quando nós assumimos o controle das nossas decisões e vontades e não ficamos preocupados em atender padrões, observar regras impostas em querer ser aceitos. A aceitação tem que ser pessoal, o amor antes de ser de alguém tem que ser seu. A pessoa agradada antes tem que ser você. E isso não são apenas sinais de só parar de ser “trouxiane”, como dizem atualmente, é sim antes de qualquer coisa, despertar para viver. 

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