Redes sociais e as relações pessoais

>> Itabuna, terça-feira, 11 de maio de 2011, episódio de Divã. Namoro na Internet.
>> Itabuna, mesmo dia, um pouco mais tarde, acho um trabalho meu antigo que tem como título Redes Sociais - sociabilização nos limites da internet: um olhar sobre as relações interpessoais  reais e/ou virtuais. (originalmente escrito em setembro de 2009)

Segue aí uma adaptação feita especialmente pro blog do texto acima:


    
 [...] Às vezes os relacionamentos criados nas redes sociais, chats e em outros domínios da rede precisam romper o virtual e tornar-se reais. Só assim, se pode ir mais além das imagens, das palavras e dos sentidos imaginários. Abrir força contra o virtual pode ser muito perigoso, no entanto, para quem vive de uma realidade inventada. No mundo real as coisas se comportam e tomam uma proporção diferente da do mundo virtual. Existe o olhar, os trejeitos ao falar, a emoção colocada nas frases ditas que dá uma conotação e uma reação diferenciada das coisas vistas na tela do computador. No imaginário moldamos as pessoas aos nossos interesses, mas no real elas são o que são, longe dos nossos conceitos formulados.  É daí que surge a decepção. 
Nos decepcionamos porque o que é idealizado é totalmente oposto, muitas vezes, ao que nos é mostrado. Essa decepção imediata é fruto da efemeridade com que tratamos as relações virtuais e espelho da sociedade acelerada e imediatista na qual fazemos parte. [...]
As relações nas redes sociais se restringem ao número de "amigos" que temos, porque esse número denota popularidade. E quem não quer ser popular, bem visto em um mundo de aparências, mesmo que eu tenha que negar a minha própria essência pra ser aceito?
Negar a si em função dos outros é o mesmo que não morar dentro de você, como Adriana Calcanhoto canta na música Metade. Onde eu estou morando? Num mundo virtual, interessante, porém efêmero e superficial, ou no mundo real, em que eu posso sentir num olhar o que as pessoas ao meu redor realmente pensam a meu respeito? 

Comentários

  1. Redes sociais dempenham um papel de amaciador de ego, muitas pessoas através delas se sentem mais saciáveis, mesmo que seja numa sociedade vrtual.

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