sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Quando se encontra o amor de uma vida...



Todos nós temos apenas um grande amor de toda uma vida e não falo dos nossos pais, falo de um amor carnal, a uma só carne da leitura bíblica, o titã separado pelo deus Zeus que vive na eterna busca por sua outra parte, a alma gêmea ou outra denominação clichê de qual estamos acostumados a ouvir. Todos nós possuímos apenas um amor. Um só, mesmo que durante toda a nossa vida achemos outros tantos.
Lembro-me do pesar na voz de minha avó quando falava de seu primeiro namorado. Ele morreu num acidente envolvendo um jipe e toda vez que faltava luz na cidade, ela me contava as suas histórias com ele e ali, escondido nas palavras e no olhar dela, havia um brilho diferente quando mencionava o pouco tempo que ficaram juntos naquele namoro escondido de antigamente. Mas ele se foi, e ela casou com meu avô e viveram por mais de quarenta anos, mas com toda certeza nunca o esqueceu, acho até que se perguntava como seria sua vida se estivesse com ele.
É difícil de encontrar o verdadeiro amor, mas quando o acha não se pensa em nada além dele. É quase um caso clínico, uma gripe sem cura e sem remédio. Quando se acha o verdadeiro amor, não se deixa que ele escape pelos dedos como gude nas mãos inaptas de uma criança que não sabe as jogar e sim o agarra prendendo tão forte que deixa marcas, marcas no coração e na alma.
Podemos ter vários amores? Sim! Mas o verdadeiro jamais se esquece. 

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