domingo, 1 de maio de 2016

Ces't a fini.

Cenário: Festa de fim de ano de uma empresa qualquer. Texto: - Um brinde à falsidade de vocês. Personagem: Eu.
Ainda vou viver tempo suficiente para numa festa de fim de ano de empresa eu levantar taças e brindar contra a hipocrisia reinante, como no trecho acima. Em festas assim, todo mundo se ama e esquecem-se as brigas infindas e os moralismos travestidos de maldade. Sim, o ambiente trabalhista poderia ser facilmente confundido com um serpentário, no que deixaria o Butantã envergonhado. É um desfile de cobras das mais variadas espécies e tamanhos, umas com venenos potentes outras que apenas amedrontam. São pessoas querendo se dar bem em cima da ingenuidade alheia ou que escondem sua mediocridade em quedas de sistemas falhos ou colocando a culpa no bode expiatório da vez.
Vivemos na sociedade dos espetáculos (ruins, por sinal) e da hipocrisia. As pessoas mentem, maldizem, ferem e depois dramatizam numa teatralidade digna de um Oscar e dois Emmy’s, colocando Deus no meio de sua miséria humana num coitadismo sem fim, pondo-se de vítimas da situação. Mas o mundo dá voltas e numa destas o cuspe arremessado cai na testa. A Física é clara darling, toda ação gera uma reação o que no caso desses citados é morrer  com engasgado com o próprio veneno. Ces’t a fini

Júlia Siqueira

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