quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Tantos aviões ainda caem...

Todas as vezes que nos deparamos com uma situação como a da tragédia com os jogadores do Chapecoense, vemos quanto as nossas vidas são efêmeras, fluídas e estão longe do nosso alcance. Mas saindo do clichê de consternação e tristeza coletiva, na qual mergulhamos nos últimos dias, fico me perguntando sobre quantos aviões caem em forma de filas imensas em hospitais sucateados Brasil afora? Quantas crianças abandonadas nas ruas são enxotadas de calçadas de grandes prédios por pessoas que querem criminalizar o aborto? Penso, ainda, nos aviões que caem a cada tiro de bala perdida recebida por um pai de família que saía para trabalhar para, assim, trazer o sustento de seu lar. 
Mas tais coisas se tornaram tão corriqueiras que passam a ser banais, de modo, que apenas em momentos terrivelmente trágicos aquela centelha de humanidade que ainda nos resta consiga colocar-se pra fora. Sonho, todos os dias, com uma vida mais humana para todos nós, um momento que o nosso afeto seja diário e não apenas pontual.  

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