segunda-feira, 18 de julho de 2011

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Nossos ídolos ainda são os mesmos e as aparências não enganam não... O trecho da música acima, que é tão bem executada na voz da eterna Elis Regina, me fez refletir sobre a seguinte questão: O que faremos quando os nossos artistas favoritos morrerem? A quem nos apegar? Quem nos espelhar? Quem ouvir, ver, ler, rir, cantar, se emocionar?
Vivemos num mundo em que ciência e tecnologia avançou tanto (e porque não, junto com ela a insanidade de algumas pessoas) que não nos pertimitimos sentir dor, sofrer, envelhecer e outras situações típicas da condição humana. Quem tem dinheiro suficiente para gastar com tratamentos contra o envelhecimento, o faz buscando o ônus de aparentar uma idade que o tempo se encarregou de mostrá-la que não possui mais. E os resultados nem sempre são bons, mas isso não vem o caso agora. A dor também pode ser tratada com o uso de drogas lícitas e/ ou ilícitas de acordo com o gosto pessoal de cada um. O prazer  em ter e ostentar o que se tem se tornou muito maior que a essência de ser. Mas mesmo com tantas possibilidades para uma vida prolongada, nada pode ser tão cruel que o peso da morte, pois ela é considerada a linha de chegada na corrida da vida. E é aí que está o meu questionamento. Quando os nossos “ídolos” de hoje partirem quem os substituirão? Será que teremos pessoas a altura? Perguntem-se, se caso Madonna, Silvio Santos, Tarcísio Meira, Woody Allen, Roberto Carlos e os outros que já se foram, como Elis Regina, Vinicius de Moraes, Clarice Lispector, Portinari teriam ou tiveram pessoas tão boas quanto eles, para preencher a lacuna que eles deixam e deixaram?
Nossos “ídolos” ainda são os mesmos e continuarão sendo, porque num mundo acostumado com o efêmero são nessas figuras que quebraram tabus e tiveram personalidade individual (e não coletiva) para tanto que continuarão a serem os exemplos para nós...
Você pode até dizer que eu tô por fora, ou então que eu tô inventando, mas essa é a pura realidade. #será?


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