domingo, 9 de agosto de 2015

Sobre o tempo, a paciência e as feridas da alma...

Aceleram-se as horas, os minutos, os segundos. Há urgência. Há pressa. O ritmo do relógio parece não conspirar ao nosso favor. Se tivéssemos 32 horas no dia, como em alguns planetas, não teríamos tempo (sic!) para cada um dos momentos cotidianos e ainda acharíamos havia algo a ser feito. Bem vindo à contemporaneidade ou era pós-moderna, ou ainda algum momento cibernético e científico da história da humanidade sem nomenclatura. Há urgências aqui e as coisas têm que ser para agora. 
O início e o fim tornaram cada vez mais próximos em nosso tempo, e em todas as instâncias. Em contrapartida de tudo isso, nossas feridas interiores não saram na mesma velocidade que os nossos desejos clamam. Seria fácil por um band-aid, tomar um analgésico e seguir pra próxima batalha, entretanto não funciona desta maneira. Elas precisam doer, elas precisam de paciência para serem fechadas naturalmente, sem nenhuma intervenção. Nossas dores precisam de tempo e tempo é tudo o que não temos. 

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