terça-feira, 11 de setembro de 2012

Tempo, tempo, tempo, tempo


Hoje já pego na caneta e escrevo coisas que não são mais remorsos do nosso fim e nem saudades de você. Os nós se desfizeram tão facilmente assim que fico surpreso a ponto de pensar em talvez estabelecer outro elo contigo, de amizade talvez, uma vez que já éramos amigos antes mesmo sermos um do outro. Consigo escutar aquelas músicas que roubamos de seus autores dizendo que eram nossas, passar a mão nos presentes, olhar o álbum de fotografia ganhado de aniversário, hoje sinto o perfume que você usava sem ter de imediato sua imagem na cabeça, hoje tudo voltou a ser eu. Nada que o tempo não se encarregue em mudar. É vida que segue. 

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