terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Lembranças



É madrugada, chove lá fora, então decidi pegar a velha agenda que fica ao lado da minha cama e escrever alguma coisa, riscarei apenas meu nome ou quem sabe vou somar as contas do mês – pensei, mas no mesmo instante, como por mágica, você vem e se torna protagonista do meu pensar. É engraçado como depois de tanto tempo separados ainda consigo te ter por perto (é, desse jeito irônico, paradoxal e contraditório). Ainda conseguimos por telefone, das poucas vezes que ainda nos comunicamos como “amigos”, dizer as mesmas coisas juntos em uníssono, rir disso e depois “brigar” pra quem irá responder a pergunta “e aí, você tá bem?” primeiro. Na verdade a minha pergunta ainda continua assim “Ei, sabia que eu ainda te amo?”
Continuando, acho que o mais intrigante de tudo, de toda essa história que por vezes me deixa fora de mim, é o fato de não termos registros. Uma foto juntos, um nome entalhado numa árvore de praça, nada. Porém, trago tudo aqui guardado nessa mente que não esquece detalhes da minha festa de 1 ano e que também não esquece o meu primeiro bilhete guardado na sua carteira entre os cartões de banco ou da senhora simpática que se afeiçoou na nossa última viagem.Tantas coisas essa minha mente me faz lembrar, tantas coisas eu faria pra lembrar você que há ainda tanto amor aqui e é só seu...
Quem sabe um dia recuperamos a memória perdida ou seguiremos (seguirei) em frente e lá percebamos (perceba) que tudo de agora são apenas lembranças.

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