terça-feira, 30 de julho de 2013

Não era pra ser agora

Não era pra ser agora, não pode ser agora, mas quando percebi já me vi preso numa teia astuta de uma aranha pronta pra me devorar. Era sonho, eu sei. Devaneio de minha mente psicótica e inventiva. Na verdade era tudo uma metáfora do que vivo, vivi, viverei. Não sei! O que sei é que não pode ser agora, não pode ser hoje, não pode ser presente e nem futuro, por que foi passado, e passado não volta, e se volta assusta, atormenta, machuca, enlouquece. O relógio atrasou nossa hora ou adiantou? Ou fui que eu que cheguei atrasado ou você que chegou mais cedo? Não sei, tenho medo. Acabou, acabamos, acabaremos! Tem que ser assim, calmo e sereno. Pra ter certeza que se findou, que não voltará, que será espírito de luz e não me atormentará os dias cobrando algo que não fiz e que só trará lembranças, estas boas, por que de ruim já basta a vida e a essa certeza de que já passou a nossa hora. 

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