terça-feira, 16 de julho de 2013

Nunca gostei de escrever textos longos...


Nunca gostei de escrever textos longos, e por dois motivos, primeiro me cansa e depois cansa aquele que se põe a ler algo tão grande. As pessoas desacostumaram a ler com o tempo, as coisas mudaram e as notícias são mais visuais e empolgantes do que no século XIX, por exemplo, em que os jornais eram apenas recheados de letras minúsculas e apagadas pela precariedade das máquinas de tipografas. Hoje não se lê bula de remédio, não se lê contratos, não se livros e a sociedade tá a merda que tá. Acredito que seja a falta de leitura. Ou falta de educação? Ou as duas coisas? Refiro-me aqui a educação escolar e não a que se aprende em casa, de valores e moral – que também está outra porcaria.
Atualmente fico impressionado com o tanto de analfabetos funcionais, idiotas, medíocres, ou apenas gente burra mesmo, ocupando espaços que antes eram de intelectuais e estudiosos – não defendendo os estudiosos e letrados que também são, em sua maioria, uma qualidade podre de frutas de final de xepa, mas que pelo menos possui argumentos plausíveis ou até discutíveis.
Hoje o Ministério da Educação no ápice de sua inteligência e perspicácia inventou que mudar a grade curricular atual em blocos de estudos seria o mais acertado para se resolver o problema da fragilidade do Ensino Médio no Brasil. Como se a fusão de disciplinas fosse resolver o ensino do país. Melhoria da educação não é mexer em grade curricular e sim valorizar o profissional como parte do processo educacional e dar a eles condições para efetuar seu trabalho. Nas escolas particulares os recursos digitais, pedagógicos, profissionais são inúmeros. Os alunos não são avançados nas séries sem um mínimo de aprendizagem, visto que muitos alunos da escola pública chegam ao ensino Médio como analfabetos funcionais. E a culpa é de quem? Dos professores da rede pública que tem que multiplicar as suas cargas horárias em 3 pra conseguir ter uma vida decente? Dos alunos que mudaram com os últimos anos? Ou dos órgãos públicos e pseudo-teóricos da educação que fazem da escola pública um ninho de teorias e experimentos descabidos? Desde quando o mundo é mundo saber e aprender/ apreender sobre alguma coisa é fruto de experimentos e dúvidas, questionamentos e explicações. Uma educação baseada nisso não tem segredo algum, é a forma mais pura e simples. Acho que o governo tem coisa melhor para se preocupar.
Agora sei por que não gosto de escrever textos longos. Não consigo atingir a todos. Ler não é bom, cansa. Se você conseguiu ler até aqui, sinta-se privilegiado, tem gente que se satisfez com o desenho e o título. 

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