domingo, 6 de novembro de 2011

Como nascem as histórias de amor


E tudo aconteceu numa madrugada de primavera. O dia já dava os sinais de proximidade, os sabiás já cantavam próximo a minha casa, só não sabia se acontecia o mesmo onde você mora. Tudo era mágico, embora fosse a mágica mais simples. Um instante do qual não conseguirei esquecer nem com Alzheimer. A despedida e a promessa da conversa horas mais tarde. E as horas pareciam que não passavam. O que será isso meu Deus perguntava a mim e a Ele, como que querendo obter uma resposta praquilo que já sabia, nem no vestibular fiquei tão apreensivo e ansioso. Naquele momento mesmo sem saber eu prestava o vestibular do amor.
Foi tudo tão rápido confesso, porém tinha uma intensidade ímpar, havia distância, mas mesmo assim permanecíamos próximos. Eram sentimentos diversos, sensações confusas, mas que me davam alegria por ser capaz de senti-las.
O tempo passou e tudo foi se edificando. Os sonhos se tornaram concretos, as alegrias experimentadas em conjunto e o amor não era mais nosso, mas de todos os que estavam ao nosso redor. Os terremotos? Ah... esses existiram e existirão, mas a solidez de tudo o que foi vivido até aqui será capaz de enfrentar todos eles.
Leoni diz em uma canção “que depois de você os outros são os outros e só...” estaria ele falando da gente? Afinal o que veio antes foi passageiro e não conseguiu se fixar na minha escala das importâncias, apenas passaram usando meias de lã não causando barulho ou deixando marca alguma. Mas você será lembrado pelo infinito, não enquanto durar como diz Vinicius, mas enquanto eu respirar...

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