sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Desejos


Estava no ônibus e quando te avistei minha mente me transportou para um momento do qual nunca havia vivido, pelo menos contigo. Tua presença me incomodava, ali, parada na minha frente tentando passar pela catraca, pagando sua passagem para o cobrador e cheia de sacolas nas mãos. Não era incômodo propriamente dito, confesso, parecia mais com tensão sexual. Uma vontade de ali mesmo com todos nos olhando beijar sua boca de maneira ardente de modo que o suor brotasse dos nossos poros apenas pela fricção dos nossos corpos quentes. E desse beijo iniciar as coisas que minha cabeça insiste, teima, tortura e deseja que eu faça com você.
Meu desejo era arrancar nossas roupas com rapidez e entregar os nossos corpos ao sexo mais profano e naquele momento final e instantâneo de êxtase e gozo sacralizar o nosso amor. Nosso amor? Não! Apenas meu. Um amor escondido, sutil, envergonhado e velado, mas não menos intenso. Resta-me agora sentir teu cheiro nos breves momentos que nos encontramos e acreditar que tudo que se passa em minha mente possa um dia se tornar real e concreto.

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